Desde criança eu sempre tive consciência da minha mortalidade e da mortalidade das outras pessoas. Isso sempre me perturbou. E continua perturbando. É inconcebível para o ser humano imaginar um mundo sem si mesmo. Um momento eterno em que a sua consciência simplesmente não mais existirá. Como será não pensar, não existir, não sentir? Como será o nada? Quanto mais tempo passa, mais essa consciência pesa e se faz presente nas reflexões cotidianas. Perturbam o sono, angustiam, causam dor precipitada. Mas parte delas tornam-se combustível. Do mais puro que se pode ser encontrado na natureza (humana).