the stranger...
Não, minha mãe não morreu ontem, nem hoje. Na verdade a única coisa camusiana no que vou dizer é o título mesmo. Ou, ao menos, foi a única coisa que consegui perceber de semelhança.
Sabe quando todo dia vc faz a mesma coisa, a mesma rotina, as mesmas pessoas, as mesmas palavras, os mesmos sons (esses eu tento variar o máximo possível), as mesmas imagens, etc. enquanto tudo acontece igual com a gente, tudo também acontece igual com as pessoas ao nosso redor... notei isso hj, mais uma vez.
No mesmo farol de sempre (aquele que fico no mínimo 10 minutos esperando as lesmas atravessarem a Bandeirantes), sempre tenho um olho no semáforo e outro no viaduto que passa ali em cima. E sempre que olho, tem a mesma pessoa passando.
Nunca vi ninguém passando por ali, a não ser ele, até porque, naquele viaduto não existe passagem para pedestre, ou seja, ele é um dos poucos, se não o único, a se arriscar numa segunda-feira logo cedo. Admirável...
A partir daí vc se conscientiza de que o único tipo de ligação que vc tem com algumas pessoas, é esse. Afinal, em que outro lugar seria possível encontrá-lo?
De repente, o cara do viaduto é o homem da minha vida, pai dos filhos que nunca terei e coisas assim.
This is crazy, but we never know...
Ernold Same awoke from the same dream In the same bed At the same time Looked in the same mirror Made the same frown And felt the same way as he did every day Then Ernold Same caught the same train At the same station Sat in the same seat With the same nasty stain Next to same old what's-his-name On his way to the same place With the same name To do the same thing Again and again and again Poor old Ernold Same Oh, Ernold Same His world stays the same Today will always be tomorrow Poor old Ernold Same He's getting that feeling once again Nothing will change tomorrow
Blur - Ernold The Same
Escrito por Luxy às 10h25
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